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Tempo de reação
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 11 de Agosto de 2008
A reabilitação
do Timbu no Brasileirão 2008 foi bem ao
estilo Náutico. Muita emoção
e sofrimento que o time proporcionou aos torcedores
para que, enfim, a vitória voltasse a fazer
parte do cotidiano alvirrubro nesta competição.
O fato de a equipe concluir a fase de ida fora
da zona de rebaixamento, ou seja, na 15ª
posição, com 21 pontos e seis vitórias,
é uma motivação a mais para
que esta desestabilização não
se repita agora nos 19 jogos restantes.
Vale ressaltar que os jogadores
estiveram acesos em campo. Diferente de outras
jornadas. Apesar de toda limitação
técnica por parte de alguns atletas, a
superação foi a marca registrada
nestes 90 minutos diante do Santos. Isso sem falar
na reestréia do treinador Roberto Fernandes.
Com uma leitura mais apurada de futebol praticado
neste século, ele propiciou nova vida ao
limitado grupo alvirrubro.
Mas não é
por conta desta vitória que tudo mudou
do vinagre última para o vinho de qualidade.
Ainda existem muitas falhas para serem corrigidas.
A começar pelo goleiro Eduardo. Definitivamente,
ele não atravessa uma boa fase. Além
daquela bola em que ele conseguiu largar, no ar,
sozinho, que quase acaba em gol, durante o primeiro
tempo, ele permitiu que o Peixe empatasse a partida
nos minutos finais do jogo. Ainda bem que o atacante
santista errou a cabeçada. Ainda bem...
Outros jogadores também
precisam melhorar em fundamentos básicos.
O meia Fabiano Gadelha anda fora de forma e não
acrescentou muito ao setor. Os atacantes Felipe
e Gilmar precisam ter mais espírito de
grupo e partilhar as chances, quando necessário.
Mas também é fundamental que saibam
concluir as oportunidades com mais competência,
pois é de bola na rede que se fazem os
resultados positivos.
O aspecto psicológico
estava pesando mais do que o técnico no
Náutico. Ficar oito rodadas sem vencer
não gera nenhum benefício na psique
dos atletas. Digo isso porque não vejo
nenhuma equipe que seja assim tão superior
tecnicamente às outras. Para ser mais específico,
até mesmo o atual G-4 da Libertadores não
foge a esta lógica. Muito menos o G-4 do
rebaixamento. O diferencial está em concluir
as chances de gols nas partidas.
Porém, não
posso deixar de registrar que a culpa por toda
a turbulência fora provocada, única
e exclusivamente, pela atual diretoria de futebol
do Clube Náutico Capibaribe. O não
planejamento para esta temporada está causando
sérios problemas que acarretaram na vertiginosa
queda do time na classificação da
Primeira Divisão. Não estou aprovando
o fato de terem contratado tanto jogador da lateral
e meio-de-campo, e até aqui não
acertar em um único lateral canhoto, por
exemplo.
Quanto à torcida
do Náutico... Bom, isso sim é que
é exemplo de perseverança. Um time
que não vencia há oito jogos colocar
no estádio um público de quase 14
mil espectadores, não é para o bico
de qualquer time, não! Quero ver falarem
mal do torcedor alvirrubro. Ou é falta
de conhecimento ou má fé mesmo,
além de desinformação total
do que anda acontecendo nesta Série A.
Agora é encarar
o Goiás de Romerito e companhia dentro
do Serra Dourada com vontade de ganhar. Por sinal,
este será o primeiro adversário
direto na luta para fugir do rebaixamento e, depois,
a conquista de uma vaga na Sul-americana.
Avante, Náutico!
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