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Alento e decepção


Por: José Gomes Neto - Foto: NauticoNET

Recife, 26 de Agosto de 2008

Em meio a toda essa turbulência pela qual passa o Náutico no Brasileirão 2008, eis que surge uma luz no fim do túnel (e olhe que não é o trem do rebaixamento que vem de encontro à esperança!). O futebol determinado e competitivo apresentado pelo time no fatídico empate contra o líder absoluto Grêmio é a prova mais do que determinante de que existe, sim, uma real possibilidade de a equipe permanecer na Série A, em 2009. É fato de que o resultado não foi o ideal, mas a aplicação e poder de superação demonstrados pelos jogadores tornam esta hipótese possível.

Dentro de um limite previamente anunciado pelo técnico Roberto Fernandes, a equipe soube como dobrar o líder da competição. Eu diria que chegou até a envolver o adversário, em grande parte do segundo tempo. A começar pelo goleiro. Que azar levou André Sangalli, hein? O cara vinha bem no jogo, quando, no finalzinho do primeiro tempo, o volante Alceu, além de perder a bola ganha para um jogador gremista, originou no lance que causou a contusão do estreante camisa 1 alvirrubro. Lamentável...

Com isso, o time fora mais uma vez testado à altura. O segundo reserva David também estreou. Vacilou em algumas jogadas, levou sorte nas primeiras pixotadas, mas não suportou a pressão nos acréscimos e acabou sendo vazado. Mesmo assim, ele demonstrou mais confiança e firmeza nas saídas de bolas cruzadas, item no qual Eduardo está uma lástima!

Porém, se o ataque fosse mais eficiente e tivesse feito outro gol, então o resultado teria sido positivo. Afinal de contas, uma equipe é uma equipe.

Outra estréia que merece destaque é a do volante Hamilton. Experiente e preciso, ele já me convenceu e tem a sua escalação garantida daqui pra frente. Com a sua natural evolução, o meio-campista deve se encaixar muito bem naquele setor - que andava carente de jogadores com a sua qualidade técnica e experiência.

Nas alas, Ruy se mantém regular, apesar de precisar focar mais na partida e esquecer os malabarismos desnecessários. Em outras palavras: Ruy precisa jogar mais para o time e esquecer a torcida. Por vezes ele fica orquestrando a arquibancada, pedindo apoio a todo instante. Ora, basta jogar pra cima, com objetividade Ruy, que o resto a torcida faz. E bem feito!

A propósito, a torcida do Náutico merece um capítulo à parte. Pense numa torcida fiel, que chega junto! Nem a derrota para o Fluminense, na rodada anterior, arrefeceu os ânimos da fabulosa alvirrubra. Quase 12,5 mil espectadores foram ao Caldeirão para prestigiar o time e fazer valer a máxima. Se não deu em campo, fora dele o alvirrubro sobrou, ou seja, deu um show à parte. Mais uma vez, parabéns ao torcedor timbu!

Quanto aos atacantes, por mais que o tempo passe, o baixinho Kuki permanece com a mesma garra, espírito de grupo e interesse em fazer o dele, quer dizer: gol. Ajudar e contribuir com o time sempre é o seu lema. Apesar da estatura, não deixou de disputar bolas pelo alto e ganhar a disputa por muitas vezes. Eterno guerreiro.

Já o Felipe precisa se ligar mais, em vários aspectos. Além de não estar fazendo gols, ele ainda tem estado disperso durante as partidas. Não pode ser assim, Felipe! Mais atenção e pontaria, cara! Na hora de chutar em gol não tenha medo, ouse! Bola pra frente e agora é tentar surpreender o surpreendente Botafogo, no Engenhão.

Quanto ao adversário, o timinho gaúcho só tem vontade e sorte, muita sorte mesmo. Está líder isolado da Primeirona, com um futebolzinho de segunda. Eis a não-lógica que prevalece no futebol. Depois, ainda contou com a contribuição insofismável do apitador carioca Wagner Tardelli (que está radicado em Santa Catarina) é sempre a tônica contra o Náutico.

E olhe que essa birra não é de hoje, é de sempre que este sujeitinho pode, aí ele prejudica ao Clube. Mas, como a diretoria de futebol e o departamento jurídico do Náutico não agem a respeito do assunto, então a lógica diz que é disso pra pior... Haja amadorismo!!!!!!


Avante, Náutico!

 

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