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Estamos indo de volta
pra casa
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 27 de Junho de 2008
O Náutico
reconquistou o direito de voltar a mandar os seus
jogos nos Aflitos. Aliás, de onde jamais
deveria ter sido impedido de fazer o que está
fazendo, e bem feito. Até aqui, e dentro
das quatro linhas, o Timbu está incomodando,
e muito, a muita gente pelo Brasil afora. O fato
de o Alvirrubro permanecer entre os quatro primeiros
colocados do Brasileirão 2008 não
está agradando a quase ninguém pelas
bandas do Sul-Sudeste. A exceção
da sua torcida, e de alguns cronistas esportivos
locais, são poucos os que admiram a boa
campanha alvirrubra na Série A. Se ainda
é o começo da competição,
como afirmam alguns, melhor do que aquela agonia
que fora na temporada anterior.
Com quatro vitórias
em sete partidas (dois empates e apenas uma derrota),
o Náutico
ocupa a quarta colocação
da Primeira divisão do futebol nacional.
Por sinal, o que há em comum entre as equipes
que ocupam o G-4 é o fato de terem perdido
apenas uma vez. Além destes, o São
Paulo também só conheceu o revés
em uma ocasião. Se o ataque não
é o melhor, o time já balançou
as redes por dez vezes, enquanto a defesa é
uma das menos vazadas. Com cinco gols sofridos,
o Timba tem o segundo melhor rendimento, ao lado
do Vitória.
Este equilíbrio
da equipe, que sofreu uma alteração
no comando técnico após figurar
como o primeiro clube nordestino a liderar a competição,
desde 2003 quando começou a era
dos pontos corridos -, não se perdeu e
a meada o manteve no topo. Veio a partida contra
o Botafogo e, ao contrário de se enaltecer
mais uma convincente vitória alvirrubra
no Brasileirão, o destaque foi para o escarcéu
provocado por um defensor botafoguense desequilibrado.
Perdido com os inúmeros revezes que o seu
clube proporciona, campeonato a campeonato.
Após o circo de
horrores, a punição pela competência
e qualidade técnica do Náutico,
imposta de maneira sórdida, atroz, arbitrária
por amadores donos da verdade. E o que é
pior: donos da lei. Tiraram o mando de campo do
Náutico e o fizeram atuar próximo
ao Eládio de Barros Carvalho. Logo ali,
no Arruda, a pouco mais de dois quilômetros
da sua sede. Mesmo assim, foram conquistados quatro
dos seis pontos disputados lá. Poderia
ter sido melhor, mas nem tudo é perfeito,
não é mesmo membros do STJD?
Entre prejuízos
técnicos e financeiros contabilizados com
a absurda interdição dos Aflitos,
o Náutico se sobrepôs a todos os
obstáculos produzidos pelo Superior Tribunal
de Justiça Desportiva (STJD) e se manteve
entre aqueles que ostentam a condição
de classificação à Taça
Libertadores, em 2009. Melhor resposta não
poderia haver.
Agora, a manutenção
de uma multa de R$ 30 mil é, no mínimo,
falta de decoro e má fé. Se houve
problemas identificados no estádio,
os culpados por eles foram a Federação
Pernambucana de Futebol e o Batalhão de
Choque da Polícia Militar de Pernambuco.
Por quê o clube deve arcar com a pior parte
deste episódio? Já não bastasse
tirar o direito líquido e cristalino da
sua torcida em prestigiar os jogos do Náutico
no seu reduto, ainda massacraram o quanto puderam
e tiraram o time da sua casa contra Vasco (cujo
dono é Eurico Miranda) e do Atlético
Mineiro. Mesmo assim, quatro pontos foram somados
e o Timbu seguiu firme no seu propósito.
Ódios aplacados,
temores abrandados, fica mais uma marcante experiência
para que os erros não se repitam, por parte
da diretoria de futebol e do próprio presidente
do clube. No caso do atacante Felipe, que vou
considerar como fato consumado, mais uma vez,
um convincente resultado positivo deu lugar a
especulações sobre dívidas,
transferências e controvérsias entre
cronistas, dirigentes, agente do atleta e veículos
de desinformação.
Não posso aceitar
que, a cada rodada, apareça um fato novo
no clube. Não que o fato novo não
possa acontecer, mas que ele seja calcado nos
aspectos pertinentes à campanha do Náutico
na competição, por exemplo. Nada
de dívidas de quase dois anos, interesses
repentinos de supostos clubes estrangeiros em
jogadores do elenco sempre às vésperas
de uma partida importante, e por aí vai...
É preciso estar
atento e forte. Não temos tempo de temer
quaisquer escroques!
Avante, Náutico!
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