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O futebol ensina
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 31 de Agosto de 2007
O futebol
ensina, a cada jogo, que não se pode prever
como será a atuação de uma
equipe, independente dos últimos 90 minutos
apresentados, na rodada anterior. O Náutico
vinha de sonora goleada sofrida para o líder
São Paulo, no Morumbi, e foi encarar o
quase imbatível Vasco, em São Januário
- faz quase um ano que o time cruzmaltino não
perde nos seus domínios.
A considerar pelo que foi
o confronto entre pernambucanos e cariocas, o
Náutico estava com um futebol mais condizente
para figurar entre os quatro primeiros colocados
do Brasileirão 2007. Porém, como
nem tudo nas quatro linhas são domínio
e posse de bola, o placar é quem vai determinar
a diferença favorável ao time que
colocar o maior número de bola nas redes
adversárias.
De nada adiantou ao Timba
resumir o Vasco ao seu campo de defesa, desde
os 34 minutos do primeiro tempo, até os
29 da etapa final. Independentemente da expulsão
do volante Andrade. Aliás, acho que foi
uma "compensação" pela
criação do árbitro goiano,
quando ele inventou um pênalti para o clube
de Eurico Miranda.
O supremo domínio
de jogo imposto pelo Náutico colocou o
Vasco na defensiva. Um recuo que custou relativamente
caro ao time da casa, que sofreu o empate com
11 minutos do segundo tempo. Até os 28
minutos da etapa final, o Alvirrubro não
traduziu em gol a sua superioridade e, por ironia
do detalhe (dá-lhe, Parreira!), com apenas
com rápido e competente contragolpe, no
minuto seguinte, a equipe cruzmaltina mostrou
o que realmente faz a diferença, ao final
da partida. Os outros gols já foram conseqüência
dessa falha.
Não quero entrar
em rota de colisão, muito menos de desespero.
Mas o incrível de tudo é perceber
que só o Náutico não está
fazendo a sua parte. Os adversários que
estão na árdua luta para permanecer
na Série A, em 2008, até que se
deram mal, mas o Hexacampeão pernambucano
amargou a quarta derrota seguida e está
estagnado na 18º posição, após
22 rodadas.
Como ainda restam 16 partidas
para tirar o atraso e sair da famigerada área
de degola, o Náutico continua a depender
das próprias pernas para conseguir se safar.
Serão noves partidas no Caldeirão
Alvirrubro, e sete fora do Recife. Nos cálculos
quase unânimes de todos que acompanham a
competição, a conquista de oito
vitórias garantirão o Timbu na elite
nacional. Com os pés no chão, esperança
no coração e uma vitória
na cabeça, chegou a hora de o Náutico
variar. Mudar a Nau alvirrubra de rumo e voltar
a vencer no Brasileirão, e já contra
o Internacional. Nada melhor que seja num clássico
produzido em vermelho e branco!
Avante, Náutico!
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