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Para sempre, Carlos
Alberto!
Por: José Gomes Neto- Foto:
NauticoNET
Recife, 15 de Março
de 2007
É
incrível como as pessoas insistem em
permanecer no poder. No caso específico
do presidente da Federação Pernambucana
de Futebol (FPF), Carlos Alberto Oliveira,
parece que ele não está satisfeito
com os 12 anos à frente daquela entidade.
Com o falacioso argumento de que Pernambuco
poderá ser uma das sedes da Copa do
Mundo de 2014, alguns dos seus fiéis
asseclas querem mantê-lo no cargo até
lá.
O
curioso é que o presidente da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira,
ocupa o “trono” da entidade maior
do futebol nacional desde 1989, ou seja, somente
há 18 aninhos - ou quase duas décadas,
se preferir -, sequer dirige a palavra a Carlos
Alberto. Na sua visita aqui no Estado, ele
tratou diretamente com o governador Eduardo
Campos e com a prefeita de Olinda, Luciana
Santos. Nem olhou para Carlos Alberto.
Como
todos sabem, eles são brigados politicamente
e nessa queda de braços, o futebol
pernambucano levou a pior. O fato de Náutico
e Sport estarem hoje na Primeira Divisão
custou muito caro aos clubes recifenses. A
mesma política de restrições
que Ricardo Teixeira pratica por aí,
Carlos Alberto imita por aqui.
Essa
manobra só representa o que há
de pior no que concerne ao pessoal que faz
parte daquela FPF. Após muito tempo
no poder, as pessoas perdem a noção
de tempo, da ética, da dignidade, da
oportunidade e da alternância de poder.
Não existe argumento nenhum que justifique
uma manobra dessa natureza!
São
mais de dez anos à frente de uma entidade
esportiva. Ninguém deveria tolerar
mais tanta mesmice no futebol pernambucano.
Mas parece que os dirigentes de clubes não
apreendem, ou são atrelados a ele,
de uma maneira ou de outra. Parabéns
pelo que foi realizado com pujança,
dedicação e competência.
Mas a vida continua e a ditadura militar já
encerrou o seu ciclo no Brasil.
Porém,
fica aqui a grande pergunta que não
quer calar: afinal de contas, na FPF o regime
é presidencialista, continuísta
ou monarquista absolutista?
Oxigenar
é necessário em qualquer esfera
da vida democrática. O cargo de presidente
da FPF não pode ser vitalício
e nem pertence a uma determinada família.
A dinastia Oliveira impera absoluta naquela
instituição desde 1984! É
preciso haver uma mudança de paradigma
urgente. Alegar uma Copa do Mundo para continuar
é um descaramento sem tamanho.
E não
é apenas Carlos Alberto quem pretende
“morar” na FPF. Existem pessoas
que o cercam e que também desejam ficar
“mais um pouquinho” nas esferas
do poder. Viva a democracia e a alternância
de idéias, pensamentos, opiniões
e de representantes diferentes!
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