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Semana
do Remo
Por: Equipe NauticoNET - Foto: Arquivo
Agradecimento: Lula Cabral
Em Recife o remo foi implantado
em fevereiro de 1885, com a supervisão,
participação e incentivo dos ingleses
e descendentes. As disputas eram realizadas durante
animados passeios que geralmente se iniciavam
na chamada Bacia do Capibaribe.
Os participantes fundaram
inclusive uma agremiação: o Club
de Regatas Pernambucano, nas imediações
do bairro da Capunga. Contava o remo, talvez por
ser praticado por rapazes que representava a elite
da sociedade, com o apoio decisivo de importantes
autoridades, como o presidente da província
e inspetor do Arsenal da Marinha.
A primeira regata disputada
em Pernambuco foi realizada com muita pompa, na
bacia do Gasômetro. Promovida pelo Club
de Regatas Pernambucano, um grande público
acompanhou a competição, no domingo12
de julho de 1885. Nove páreos foram disputados
sob aplausos da animada platéia.
As embarcações
envolvidas na empolgante disputa foram: Zephiro,
Cllíope, Vênus, Raios, Excelsior,
Pyro, Neptuno, Santarello, Meduza, Acaso, Guerreira,
Medrosa, Voador, Olga, Melpomene, Fluminense e
Dick.
Foi construída uma
arquibancada especialmente para a prova e os ingressos
custaram três mil réis (cadeira)
e Um mil réis (geral).
A competição
organizada pelo Club Regatas Pernambucano deu
frutos imediatos na vida social do Estado, provocando
o surgimento de mais uma agremiação
no Recife e novas opções de lazer
para a população. A idéia
inicial era fundar o Club Regatas Ultramarino.
Ou melhor, o clube chegou a ser criado com essa
denominação, logo após a
realização da festiva regata da
Bacia do Gasômetro.
O acontecimento e o indiscutível
entusiasmo que contagiou a população
depois da grande competição de remo
incentivou alguns desportistas a tomar essa iniciativa
e tornar mais competitivo o novo Esporte que apaixonava
a platéia pernambucana carente de grandes
acontecimentos na cidade, principalmente quando
se tratava de programações esportivas.
Após a assembléia
deliberativa realizada em 17 de julho de 1885,
no prédio do Largo do Corpo Santo, 11,
primeiro andar, a agremiação passou
a ser chamada Club Internacional de Regatas, por
fazerem parte dela pessoas de diversas nacionalidades,
dentro de uma profunda discussão sobre
o tema.
No final do século
19, o Club Internacional foi transferido para
a Rua da Aurora, número 265. Somente em
1938 passou para a sua sede definitiva no bairro
da Madalena.
Ressaltando-se que o Largo
do Corpo santo, onde foi realizada a assembléia
deliberativa, não mais existe, ele estava
situado no Bairro Portuário do Recife.
A história do remo
do Clube Náutico Capibaribe está
Ligada à prática do remo na cidade
do Recife. O seu embrião começou
a se formar nas mansas águas do rio Capibaribe
as disputas aconteciam sempre contra marinheiros
de navios atracados no porto do Recife, profissionais
que pelos trabalhos que exerciam ao longo dos
mares, eram preparados para a prática do
remo em baleeiras e escaleres.
Portanto, o clube Náutico
Capibaribe é o Náutico do Rio Capibaribe,
rio que segundo o poeta, "se um dia ele secar
o Recife vai morrer de chorar"! O Náutico
nasceu inspirado na beleza desse rio que dá
vida a cidade e certamente será lembrado
enquanto existir. É o Náutico do
Capibaribe. (Paulo Montezuma).
O crescimento da agremiação
vermelha e branca atraia a alta sociedade para
prática do remo. As competições
eram prestigiadas por inúmeros assistentes
que lotavam as margens da bacia do Capibaribe.
Durante décadas
o clube Náutico Capibaribe promoveu regatas.
À comemoração de todos os
eventos importantes e data histórica eram
festejadas com uma regata.
Tudo graças ao grande desportista Alfredo
Araújo dos Santos, fervoroso adepto do
Náutico e entusiasta desportista, foi um
dos grandes incentivadores do esporte do remo
entre nós. Em 1902, exercia o alto posto
de Gerente da Cia. de Serviços Marítimos,
gozando de grande conceito no alto comércio
e na sociedade pernambucana.
As esporádicas regatas
realizadas eram corridas em baleeiras cedidas
gentilmente pela Polícia Marítima,
Alfândega, Arsenal de Marinha e pela Cia.
de Serviços Marítimos. Foi quando
Alfredo Araújo dos Santos, desejando incentivar
o esporte do remo, prontificou-se a importar as
primeiras Ioles que eram canoas estreitas, leves
e rápidas.
Não titubeou e valendo-se
do seu prestígio junto ao comércio
local, conseguiu o indispensável numerário
para cobrir as despesas, realizando, assim o seu
desejo e entregando aos desportistas locais, duas
magníficas embarcações a
que deu os nomes de "ALBA E LILI". Com
isso as regatas tornaram-se mais animadas e atraentes,
aumentando o prestígio do Esporte do remo.
Posteriormente uma dessas embarcações
foi doada ao Sport Club do Recife, para que o
mesmo participasse das competições.
A nata da sociedade Pernambucana
comparecia transformando o cais em uma passarela
de mulheres elegantes. As moças se embelezavam
com todo o "glamour" da época.
Os clubes armavam os seus palanques e recebiam
os seus convidados com muita mordomia. Geralmente
uma orquestra era contratada para tocar as mais
lindas valsas do momento. As preferidas pelas
senhoras e senhoritas eram as valsas da "Esposa
Fiel e Súplica de um anjo".
Rapidamente o remo começava
a ser tornar uma atração predileta
para a mocidade do Recife. As regatas se sucediam.
Os entusiasmos dos amantes dos Esportes das palamentas
e sócios aumentavam. Em 10 de junho de
1905, os associados do Clube Náutico trouxeram
do Rio de Janeiro quatro escaleres para as corridas
e um estaleiro foi construído na garagem
do remo do náutico.
O aparecimento do Esporte
bretão revolucionou a cidade do Recife.
Durante alguns anos as regatas foram desaparecendo
e mesmo com a fundação de outros
clubes de remo a motivação estava
direcionada para o futebol, conforme pode ser
visualizado na manchete do Jornal Pequeno.
Os remadores constantemente se enfrentavam em
partidas amistosas, e as regatas? Apenas as patrocinadas
pelos próprios clubes e íntimas,
como eram chamadas na época e eram disputadas
internamente pelos remadores do próprio
clube organizador do evento, conforme recorte
do Jornal Pequeno.
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